IF YOU CAN DREAM IT, YOU CAN DO IT!

Crise dos 30 - WaltDisney

Pisciana que sou, sonho dormindo e sonho acordada. Sempre fui assim. Sempre tive um universo paralelo onde tudo era possível, tudo acontecia, onde os problemas se resolviam e eu realizava todos os meus sonhos. Confesso, também, que sempre me achei meio boba por isso. Mas que motivos eu tinha para abandonar esse hábito de dividir meu tempo entre o mundo real e esse universo, o universo da minha imaginação, se tudo ali era tão bom e me dava tanto prazer? Se me imaginar realizando sonhos era tão gostoso e me enchia de motivação e energia?

Como muitas meninas adolescentes, meu maior sonho (além de casar com o Howie D. dos Backstreet Boys) era conhecer a Disney e por anos planejei passar meu aniversário de 15 anos lá. Passava tardes inteiras com minhas amigas ligando para agências e pedindo cotações para uma viagem que supostamente aconteceria dali dois ou três anos (ter me formado em Turismo quase uma década depois disso foi o jeitinho que Deus arranjou de eu pagar pelos meus pecados, tenho certeza! hahaha). A verdade é que minha família não tinha dinheiro pra bancar esse sonho, e eu sabia disso. Nem em épocas de Real equiparado ao Dólar eu poderia ter tirado esse sonho do papel. Mas isso não me impedia de sonhar.

Por anos eu li tudo o que me caiu às mãos sobre Walt Disney e seus parques, e virei uma especialista no destino sem nunca ter pisado lá. O tempo foi passando, eu arranjei meu primeiro emprego, entrei na faculdade, fiz alguns estágios e esse sonho, embora adormecido, nunca deixou de existir. Eu só estava me tornando uma adulta e tinha cada vez menos tempo pra pensar nele, já que as urgências da vida estavam batendo à porta e as condições financeiras não estavam dando sinais de que iriam me permitir realizar esse sonho tão cedo.

Até que eu descobri que, para conhecer a Disney, eu não precisava necessariamente ir como turista… Eu poderia ir trabalhar na Disney! Isso resolveria o problema do dinheiro (não totalmente, mas esses detalhes ficam pra, quem sabe, um próximo post), mas me criaria outros, como por exemplo, passar no processo seletivo onde eu concorreria com milhares de jovens universitários de todo o Brasil, com um inglês muito melhor que o meu que tinha estudado o idioma por menos de dois anos em escolas sem nenhuma grande reputação.

Quem me conhece sabe a continuação dessa história, mas para quem não me conhece, lá vai: dia 15 de setembro de 2005 eu recebi um e-mail. Um e-mail que hoje, quando olho pra trás, vejo que determinou os caminhos que trilhei e os que ainda escolho trilhar em minha vida.

Aos 20 anos de idade realizei o meu maior sonho: eu conheci a Disney. Eu conheci a Disney de um jeito que eu jamais imaginei que poderia conhecer, por dentro, pelos bastidores, e isso era tão maior do que eu jamais sequer pensei ser possível! Passei no processo seletivo mais desafiador e desesperador que eu tinha vivido até então, um processo que me fez duvidar da minha capacidade a cada minuto, a cada formulário preenchido, a cada entrevista. Eu me sentia ridícula por me inscrever pra algo desse nível, me achava o patinho feio de todas as entrevistas e me sentia uma grande babaca por me colocar nessa situação. Chorei após cada entrevista. Duvidei após cada conversa. Mas existia uma pontinha de um sonho dentro de mim que, quando eu me permitia acessar, não me deixava desistir sem ao menos tentar.

Trabalhar na Disney - Crise dos 30Trabalhar na Disney - Crise dos 30Trabalhar na Disney - Crise dos 30

E foi então que eu descobri o poder que existe na realização de um sonho. E o sabor dessa realização é tão bom, tão gostoso, tão poderoso, que eu nunca esqueci e passei a querer senti-lo mais vezes. Foi naquele momento, quando abri aquele e-mail que começava com “Congratulations!”, que eu acreditei no que o meu mentor me disse tantas vezes por meio de livros e revistas que citavam suas frases: Se eu posso sonhar, eu posso realizar!

Todos nós podemos! Mas só realiza quem ousa sonhar.

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista residente em Auckland, gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito (contanto que a morte não seja o assunto da rodinha) e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.