31° DIA: MÊSVERSÁRIO DO DESAFIO DOS 222 DIAS – O QUANTO É POSSÍVEL AVANÇAR EM UM MÊS?

Crise dos 30

Hoje, dia 19 de julho, faz exatamente um mês que decidi encarar o Desafio dos 222 Dias – um desafio que eu criei, por livre e espontânea vontade, pra mim mesma. Foi uma ideia que surgiu de repente e não teve muito preparo: em menos de 10 dias se transformou nesse blog, onde comecei a compartilhar um pouco das minhas dúvidas, das minhas reflexões e da minha jornada desde quando decidi me demitir do meu emprego e fazer uma mudança geral no meu estilo de vida.

Eu tô contando mais detalhes da minha história no Relatos de Uma Inquieta, onde em breve vou chegar na parte onde explico melhor os motivos que me levaram a não apenas querer, mas sim, PRECISAR redefinir os caminhos pelos quais eu estava conduzindo a minha vida (tenham paciência, tô chegando lá!!).

POR AGORA, O QUE JÁ FICOU CLARO É QUE EU, DIA 01 DE MAIO DE 2015, CHUTEI O BALDE!!! LARGUEI MEU EMPREGO E ME LANCEI, LITERALMENTE, AO DESCONHECIDO.

Sem certezas, sem um plano concreto e sem nenhum outro emprego à vista. Na verdade, eu tinha sim uma certeza: a de que eu não estava feliz com os rumos que minha vida estava tomando e precisava, de uma vez por todas, assumir responsabilidade por isso.

Na época que pedi demissão, eu já estava passando por um processo de coaching há cerca de 5 meses, então é certo que MUITAS coisas já estavam mais claras pra mim: eu sabia O QUÊ eu queria fazer, eu sabia PORQUÊ eu queria fazer e eu sabia POR QUEM eu queria fazer, mas eu ainda não sabia uma coisa: COMO? E isso me tirava o sono.

Ainda assim, tomei a decisão e desde aquele dia nunca mais olhei pra trás. Um mês e meio depois resolvi que fazer o compromisso público de escrever todos os dias seria a melhor forma de me manter engajada, motivada e com um senso de propósito, e aqui estou eu, no meu 31° dia do desafio.

O que será que é possível aprender em um mês?

O quanto é possível realmente avançar em um mês?

Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que mesmo em meio a toda uma montanha-russa de emoções (como costumo definir o meu estado emocional durante esses últimos 31 dias) eu já consegui avançar e aprender MUITO!

Crise dos 30

Minhas principais conquistas:

– Finalmente terminei o processo de coaching que comecei em novembro! Uhuuuuuu!

– Terminei minha formação online em Fundamentos de Coaching por uma instituição norte americana e já concluí a primeira fase da formação presencial em Life Coaching através da WorkLife Solutions aqui na Nova Zelândia!

Pra quem até um mês atrás ainda estava cheia de dúvidas se valia a pena ou não encarar esse mercado tão ambíguo que é o Coaching no Brasil (e as razões estão perfeitamente explicadas nesse texto da incrível Alana Trauczynski), acho que posso dizer que esse foi um mês bastante positivo, não é mesmo?

Meus principais aprendizados:

– Aprendi que um dos meus maiores desafios será, ou melhor, já está sendo, o gerenciamento o meu próprio tempo. Entre estudar, escrever, ler ao menos um livro por mês (meta que determinei para 2015 e estou muito feliz por estar cumprindo com maestria desde janeiro), me certificar em uma nova profissão, checar e-mails, sessões de Skype com a família no Brasil, fazer comida, lavar roupa, limpar a casa, estar presente no meu relacionamento (leia-se: ser uma amante cheia de vontade e energia), fazer exercícios físicos, criar uma rotina matinal descente, assistir Friends, NCIS e My Kitchen Rules (programa de culinária parecido com o Masterchef, que eu A-D-O-R-O), eu às vezes me perco e chego ao fim do dia com a sensação de que eu fiz muito pouco.

Crise dos 30Preciso aprender a não fazer nada? Sim. Preciso me livrar do vício do Facebook? Sim. Preciso estabelecer melhor minhas prioridades para cada dia? Sim. Enfim, são muitas coisas ainda pra aprimorar, mas… um passo de cada vez, né? Essa coisa de não ter que bater cartão ainda é nova pra mim, sei que vai inevitavelmente levar um tempo até eu me adaptar.

– Aprendi que muitas mudanças ao mesmo tempo podem sim parecer impossíveis de lidar, mas elas são necessárias, e é preciso encontrar um equilíbrio. No segundo dia do desafio eu já estava falando sobre isso: mudar apenas de emprego e esperar que toda a sua vida mude por conta disso não é a melhor estratégia. Eu descobri, antes mesmo de pedir demissão, que meu emprego não era a fonte de todos os meus problemas, e que eu precisava me esforçar pra mudar algunas cositas más caso quisesse um dia alcançar meus objetivos e criar a vida que eu quero viver. Mudar de trabalho, criar uma nova rotina de exercícios, ter cuidado com o que você alimenta não apenas seu corpo, mas também sua mente, se renovar em seus relacionamentos, mudar seu foco… aaaaaaaaaaahhhhhhhh! Pode mesmo ser coisa demais! E realmente será se você decidir que vai fazer tudo ao mesmo tempo. Minha forma de lidar com isso é priorizar, escolher no que vou me focar e deixar o restante todo de lado, mas sem me esquecer que vou precisar continuar progredindo até chegar num ponto onde eu ‘visite todos os cômodos’.

– Aprendi que é ótimo que eu me expresse, mas que há momentos que tudo o que eu preciso fazer é apenas ouvir. Muita coisa já foi dita, a gente só precisa aprender a escutar.

– Aprendi que nessa jornada toda, o mais importante é sempre olhar pra dentro. É se concentrar emCrise dos 30 descobrir ou se reconectar com seus valores, é descobrir o que faz VOCÊ feliz, é definir o que é sucesso pra VOCÊ. Meu maior cuidado tem sido vencer o impulso de tornar o modelo de liberdade alheio o meu próprio, por ‘preguiça’ de fazer o trabalho (nem sempre prazeroso) de ir mais a fundo no auto-conhecimento. Não quero correr o risco de colocar todo meu esforço pra sair de uma prisão e acabar caindo em outra: eu sei que, se for assim, não vai valer a pena.

– Aprendi o motivo pelo qual é tão difícil criar novos hábitos,mais saudáveis e mais de acordo com o estilo de vida que quero ter. Pelo menos, depois de entender como se dá esse processo no nosso cérebro, ficou mais fácil identificar os sinais e a resistência do meu próprio corpo em fazer as novas atividades que decidi que quero fazer. Isso certamente não tornou a criação de novos hábitos uma tarefa mais fácil, mas me ajuda a travar essa batalha diária com um pouco mais de otimismo.

– Aprendi que eu posso escrever um post em formato de lista e tentar não me odiar muito profundamente por conta disso. Aliás, me ajude a colocar um ponto final nesse tormento: por favor, leia o post de ontem e deixe nos comentários sua opinião sincera. I swear I can take it!

– E, pra finalizar, meu aprendizado mais importante: escrever todos os dias, por 222 dias, vai ser uma tarefa muito mais desafiadora do que eu jamais poderia imaginar! hahahaha

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.