88° DIA: COMEMORANDO SEIS MESES DE RESIDÊNCIA NA NOVA ZELÂNDIA

Residência na Nova Zelândia

Hoje eu comemoro seis meses desde que meu visto de residência na Nova Zelândia foi aprovado! Qualquer pessoa que esteja vivendo num país que não é o seu, ou que já tenha tido essa experiência por um longo período, entende exatamente o que ter esse visto significa. Pra quem nunca passou por isso, vou resumir em uma palavra: LIBERDADE.

Ter um visto de residência colado no passaporte significa que, a partir desse momento, você tem liberdade de ir e vir quando quiser, liberdade de trabalhar onde quiser, liberdade de simplesmente viver uma vida normal, sem as pressões, documentações e burocracias mil que inundam sua vida toda vez que seu visto está pra vencer. Hoje eu tenho todos os direitos de qualquer outro morador do país, seja com relação à saúde, educação ou até mesmo aos benefícios do governo caso eu fique desempregada ou qualquer coisa do tipo. Residência é sinônimo de alívio, e o próximo passo depois dela é a cidadania e o passaporte neozelandês – vamos ver se eu resisto mais quatro anos e meio pra conseguir ter direito a tudo isso… Acho difícil! emoticom

Quando apliquei o meu visto de residência, eu estava vivendo um dos períodos mais difíceis da minha vida, cheia de dúvidas e incertezas e sem saber se ficar aqui era o que eu realmente queria pra mim. Uma pergunta que minha amiga me fez há quatro anos, quando eu coloquei os pés pela primeira vez na Nova Zelândia, não saia da minha cabeça: “O que é mais importante: o lugar ou as pessoas?”

Isso porque eu me questionava cada vez mais se estaria mesmo valendo a pena ficar tão longe das pessoas que eu mais amava, perdendo tantas ocasiões importantes, casamentos, nascimentos, festas de aniversário, apenas pela oportunidade de viver em um lugar melhor, que me proporcione um estilo de vida mais saudável e mais perto daquilo que eu quero viver. Foi preciso eu ver de perto a possibilidade de meu visto ser negado (o que por muito pouco não aconteceu), pra eu me dar conta do quanto poder ficar na Nova Zelândia era importante pra mim. Não que eu tenha decidido ficar aqui pro resto da vida, mas a residência foi o meu primeiro passo rumo a algo que eu valorizo muito, e que nunca tive: LIBERDADE GEOGRÁFICA. O direito de ir e vir, de ter um plano B, de tomar a decisão de ir embora tendo a tranquilidade de poder, a qualquer momento, voltar atrás. Essa liberdade não tem preço!

O que é mais importante: o lugar ou as pessoas?

Eu ainda estou longe de responder com convicção a essa pergunta, mas ultimamente tenho começado a pensar diferente. Será mesmo que é necessário escolher uma alternativa apenas? Será mesmo que pra poder viver num lugar que me ofereça o estilo de vida que eu amo, preciso ficar sem as pessoas? E se eu quiser estar perto das pessoas, será que preciso mesmo abrir mão do lugar?

Vou então, pela primeira vez na vida, fazer uma tentativa de resposta a essa pergunta que me atormenta há tantos anos: talvez o mais importante seja ter a liberdade de estar em qualquer lugar, e com isso poder estar mais perto das pessoas Heart

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.