156° DIA: TUDO PRA NÃO FICAR DOIS DIAS SEGUIDOS SEM ESCREVER

Escrever - Crise dos 30

Gente do céu!!!

Alguém já tomou Fenergan, um remédio pra alergia? Pelamor!!! O negócio me fez parar de espirrar e controlou na mesma hora uma crise alérgica que estava aos poucos se alastrando pelo meu corpo (tenho rinite das brabas, que até ontem à noite esteve surpreendentemente controlada nos últimos 3 ou 4 anos), mas também me fez capotar como fazia tempo que não acontecia: eu tô completamente grogue, não consigo manter os olhos abertos por muito tempo, parece que fui drogada.

Mas enfim, tô dando meu máximo pra pelo menos vir aqui dar uma satisfação pra vocês. Se o texto tiver meio esquisito e a escrita não fizer muito sentido, me perdoem, afinal, vocês já sabem o motivo… rs Ontem não escrevi aqui (ficamos sem o 155° dia), mas fiz isso com total consciência: embora eu sinta falta, de verdade, quando por algum motivo deixo de escrever no Desafio dos 222 Dias, só faço isso em momentos extremos, e o dia de ontem fui um deles. Dá uma olhada:

Dia em família - Crise dos 30
Eu, Gi e Lu, ou melhor, a Gata, a Branca de Neve e a Soneca Mascarada
Meu pai, claro, também entrou na dança!
Meu pai, claro, também entrou na dança!
E minha mãe também!
E minha mãe também!

(Aquele momento em que você se dá conta que está vivendo a vida dos sonhos que descreveu num papel há mais ou menos um ano: acordando cedo pra estudar e trabalhar num sábado de manhã – trabalhando com aquilo que eu amo, atendendo clientes de coaching, estruturando as sessões, preenchendo relatórios – e, à tarde, largar tudo isso assim que toca a campainha, sabendo que pode voltar àquilo no domingo ou mesmo na segunda. Às vezes tenho vontade de que alguém me belisque pra eu ter certeza que eu estou vivendo essa nova realidade. Cara, quando pedi demissão do meu emprego, comprei as passagens e decidir vir pro Brasil pra ficar três meses, eu não fazia ideia do que eu ia fazer. Seis meses depois, as coisas realmente estão acontecendo, e que delícia que é se tocar disso! Essa vai ser a minha gratidão especial de hoje: não está sendo em vão…)

Pros que me conhecem pessoalmente e têm um certo contato comigo, sabem que um dos maiores motivos do meu sofrimento e solidão quando fico tanto tempo na Nova Zelândia sem voltar pra cá é pelo fato de estar tão longe da minha família. E estar longe dos meus priminhos não é sofrimento, é tortura! Aí ontem foi dia da Gi e da Lu virem dormir aqui comigo, e eu realmente não sei dizer quem se diverte mais: eu ou as crianças. Fizemos cabaninha, cinema, pipoca, leite e bolacha. À noite, foi hora do nosso jantar, ou melhor, festa à fantasia. E a família toda entrou na dança!

Contando histórias na hora de dormir
Contando histórias na hora de dormir

Na hora de dormir, uma luta, porque brigar contra o sono quando a gente está se divertindo é lei, né? Lemos livros, contamos histórias, assistimos televisão. Até que a Lu, que é a mais novinha, se rendeu primeiro, e eu fiquei fazendo companhia pra Gi (tudo bem que dando uns cochilinhos aqui e ali) até passado de meia -noite. Noite mal dormida, acordando toda hora pra ver se elas estavam bem, se estavam dormindo, até que, pra nossa não surpresa, a Lu acordou às 6 da manhã e aí… ninguém mais teve direito a continuar dormindo: é ela quem dá as ordens, e se ela acorda, todo mundo acorda junto!

Fomos à igreja juntas e claro que passei o restante do dia morrendo de sono. Mas tudo bem… Pra mim, esse é o cansaço mais gostoso que existe! E embora eles não me dêem muito sossego (eles, porque tem o Murilo também) durante os almoços de domingo em família, eu gosto de ver o quanto eles gostam de brincar comigo: por mais cansada que eu esteja, ou por maior que esteja a minha crise alérgica, eu dou um jeito. Já sei desde agora que, daqui dois meses, quando não estiver mais aqui pertinho, vou chorar de saudade.

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.