168° DIA: VIVENDO A EXPERIÊNCIA DE SER NÔMADE DIGITAL

Nômade Digital - Crise dos 30

Quem me acompanha aqui no Crise dos 30 há algum tempo já deve ter me ouvido dizer que essa vida de nômade digital não é exatamente o que eu quero pra mim. Não tenho esse sonho de colocar o computador embaixo do braço e sair por aí, pipocando de cidade em cidade, país em país, sem paradeiro nem residência fixa. Claro que essa é imagem mais generalista que a gente faz quando pensa em nomadismo digital, né? Aquele cara de pernas cruzadas em frente a uma praia paradisíaca, com o computador no colo e um drink colorido ou água de coco na mesa ao lado.

Não, não é isso que eu quero pra mim.

Imagem: blogdepaulagarcia.com
Imagem: blogdepaulagarcia.com

Eu quero continuar tendo férias onde eu possa aproveitar o lugar e simplesmente relaxar. E será ótimo se eu puder determinar quando essas férias acontecerão, e quanto tempo elas durarão. Aliás, maravilha seria elas puderem acontecer mais de uma vez por ano. Pra mim, pesadelo seria estar numa praia paradisíaca e ter que me preocupar em trabalhar, com conexão de internet, com preparação das sessões e afins. Bem, essa é a forma que eu sinto.

No entanto, eu quero ter liberdade geográfica. Quero dividir meus meses entre Brasil e Nova Zelândia, podendo trabalhar tanto lá como aqui, quando eu estiver visitando minha família por um tempo maior que as limitadas 4 semanas às quais eu tinha direito no meu antigo emprego. Quero a mobilidade de viajar pra outro estado pra visitar meus familiares e poder trabalhar de lá se eu precisar.

E por incrível que pareça, é isso o que está acontecendo na minha vida hoje.

No meio da tarde, embarco para Porto Alegre e, de lá, para Dom Pedrito, a cidade natal do Henrique e onde mora a família dele: pais, filho, tios, primos. Eu tenho vários processos de coaching em andamento e não quero pará-los. O Natal tá chegando e o recesso será inevitável (e bem vindo pra todo mundo!), então não quero e não me sentiria bem interrompendo o programa dos meus clientes agora. E que maravilha é dizer que eu não preciso interromper!nomade digital - Crise dos 30

Estou embarcando com computador, pasta, hd externo, agendas, cadernos e livros. Falando assim pode parecer um montão de coisa, mas até que não é muito, não. Vou viver na pele essa coisa de sair de casa e continuar trabalhando enquanto viajo (claro que já estou fazendo isso desde que saí da Nova Zelândia e vim pra casa dos meus pais aqui no Brasil, mas é diferente, porque aqui eu fixei residência, mesmo que apenas por um período de 3 meses). Já estou ansiosa pra testar a internet quando eu chegar lá, e espero não ter nenhuma surpresa desagradável, mas estou preparada para lidar com os contratempos que surgirem.

É incrível pensar que já estou vivendo isso. Me propus a vir pra cá testar esse estilo de vida pra saber se é essa mesmo a minha praia, e agora, coisa de 6 meses depois, já estou vivendo essa realidade. Friozinho na barriga e empolgação pra ver como as coisas acontecem. Prometo manter vocês informados!

Beijos pra vocês e boa viagem pra mim!

Nos falamos em breve.

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.