172° DIA: CRISE? EU?

Crise dos 30

Por muito tempo eu hesitei em batizar esse blog de Crise dos 30. Embora eu tenha adorado o nome desde que ele surgiu pela primeira vez em minha mente, eu sabia que ele traria em si o potencial de ser encarado, já na largada, com um certo preconceito, ou uma reação do tipo: “Crise? Ai , que demodê… Tô em crise, nada!”

Crise dos 30Uma grande parte das pessoas com quem converso não se sente confortável assumindo que está vivendo um período de crise pessoal, seja no relacionamento, na carreira ou mesmo por não saber o que realmente gosta e o que quer fazer da vida. Acho que é o “Fenômeno Facebook”, onde a gente se sente pressionado a mostrar que está sempre bem, tudo lindo, tudo azul, o tempo todo.  (Sei lá se isso tem algum fundamento, foi só uma ideia que surgiu na minha cabeça agora…)

Eu não sei explicar exatamente o porquê, mas comigo funciona ao contrário. Se eu tô em crise eu falo mesmo. Talvez não pra todo mundo, de forma escancarada, como fiz e faço através desse blog, mas não consigo lembrar de um momento de crise onde eu não tenha falado sobre isso abertamente com uma boa parcela das pessoas que me cercavam naquele momento da minha vida. O que acontece é que eu aprendi muito cedo que crise pode ser considerado sinônimo de oportunidade. Não aprendi lendo nem pesquisando sobre o assunto, eu aprendi na prática, eu aprendi porque vivi, mais de uma vez, essa verdade na pele.

Tem até aquela história de que a palavra crise, em chinês, é composta por dois caracteres: um significa perigo, e o outro significa oportunidade. Há quem diga que não é verdade, sei lá… Mas se fosse seria tão significativo, que seria uma pena se for mentira!

Eu aprendi muito com minhas crises. Aprendi, inclusive, que estar em crise não é feio, não é pra fracos, não é algo que precise ser escondido.Crise dos 30

Chegou num ponto que, quando percebi que estava entrando numa das maiores crises da minha vida (essa de agora) eu quase comemorei. É verdade! Me veio um sentimento de transformação, de chacoalhão, de que algo, inevitavelmente, iria mudar. E eu estava ávida por mudanças!

E quer saber? Não importa se você está vivendo a Crise dos 30, a Crise dos 40, a Crise da Meia Idade, ou um outro momento de crise qualquer para o qual ninguém nunca definiu um nome. Não importa o quão difícil seja esse momento ou o quanto você esteja se sentindo sozinho no mundo, perdido, sem saber pra onde ir ou o que fazer: SEMPRE existe alguém (ou melhor, alguémS) vivendo algo igual ou muito parecido.

Crise não é algo necessariamente ruim, e não há motivo pra não falarmos sobre isso.

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.