186° DIA: A DECISÃO QUE TOMEI E QUE MUDOU O RUMO DOS ÚLTIMOS DOIS MESES

Tomar decisões - Crise dos 30

Hoje uma das minhas coachees me perguntou: “Como é que você faz pra controlar a ansiedade da volta iminente pra Nova Zelândia? Se você não tem nem casa pra onde voltar, como é que você faz pra lidar com isso enquanto ainda está aqui?”

Eu não precisei pensar pra responder. Essa é uma resposta que eu já precisei dar pra mim mesma meses atrás…

Foi uma decisão consciente. Eu decidi, ainda lá em outubro, antes de entrar no avião, que eu não deixaria a angústia e ansiedade de um futuro incerto me tirarem o prazer de viver o presente que eu vim viver aqui no Brasil.

Preocupação - Crise dos 30Eu sabia que seria difícil. Eu tanto sabia que seria extremamente difícil, e que isso teria um potencial enorme de me enlouquecer e de me fazer mergulhar em uma piscina de preocupações durante cada um dos 112 que eu estaria fora da Nova Zelândia, que eu precisei fazer um acordo comigo mesma. O mais sério de todos os acordos que já fiz até hoje. Eu combinei com minha ansiedade que ela estava proibida de dar as caras até um mês antes da data de eu ir embora. Um mês, pra mim, seria um prazo aceitável para começar a procurar um emprego se preciso fosse, para começar a pesquisar casas pra alugar, para pensar onde moraríamos nas primeiras semanas, logo que voltássemos, até que fosse possível ajeitar tudo. Antes disso, seria apenas uma pré-ocupação inútil.

Aconteceu uma reviravolta em nossos planos, é verdade. Não era pra termos vindo pra cá na pindaíba que viemos, fomos pegos de sopetão e tivemos que ajustar nossos planos às novas necessidades que se apresentaram. Ainda assim, eu sabia que não faria sentido algum vir ao Brasil se eu me deixasse consumir pelas preocupações que eu certamente teria na volta pra casa.

“Eu tomei uma decisão. Só isso. Eu decidi não me deixar consumir por problemas com os quais eu inevitavelmente teria que lidar, mas tudo no seu devido tempo.”

Essa foi minha resposta pra ela.

Eu curtindo um passeio de bike em São Francisco
Eu curtindo um passeio de bike em São Francisco

Eu tomei uma decisão. Só isso. E isso me poupou um desgaste inevitável, mas absolutamente desnecessário de se ter por pelo menos dois meses inteiros, o que me permitiu permanecer mais leve e focada em curtir minha família, meus amigos, meu namorado, o Rio de Janeiro, meu curso na Califórnia, minhas mini-férias em São Francisco, a Lifestyle Academy

Não subestime o poder das suas decisões.

Hoje, era só isso que eu queria falar pra você.

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.