208° DIA: O QUE ENCONTREI EM MEU E-MAIL QUANDO VOLTEI DAS FÉRIAS…

Volta das férias - Crise dos 30

Ontem voltei à ativa depois de duas semanas quase que totalmente offline. Tive acesso apenas ao Facebook durante alguns momentos (no geral, estava em um local sem acesso a internet) mas não tive acesso nenhum à e-mails, ou seja, fiquei sem comunicação com os meus clientes de coaching e também com os leitores do Crise dos 30.

Confesso que estava um tanto ansiosa para checar as mensagens. Não tinha ideia do que me esperava e estava super empolgada para saber como andava a vida dos meus coachees, de que forma tinham curtido suas férias, que progresso ou descobertas haviam feito durante as últimas semanas. E qual não foi minha surpresa quando abri minha caixa de entrada…

Durante esses dias em que fiquei tão longe dos meus atendimentos e da minha rotina de coach, algumas dúvidas vira e mexe invadiam meus pensamentos e, nem que fosse por apenas um momento, me atormentavam:

Será que eu estou louca?

Será que essa doideira que eu inventei de me tornar coach vai mesmo render algo positivo pras pessoas que cruzarem meu caminho?

Será que eu estou verdadeiramente fazendo alguma diferença na vida dos meus coachees?

Será que eles vão mesmo ter algum benefício com o processo?

Será que tenho algum talento pra coisa?

Essas na verdade são perguntas que eu nem fiz. Não fiz de forma consciente, entende? São pensamentos que de vez em quando invadiam minha mente, mas que eu nunca parei pra realmente tentar entender ou responder, no entanto, eles seguiram hora ou outra me atormentando. São perguntas que dão voz àquela insegurança básica de quem nunca se acha bom o suficiente pra fazer algo de tamanha importância (digo isso porque, como coach, tenho sonhos, planos, anseios e medos confiados a mim. É uma baita responsabilidade! E quem eu penso que sou pra ajudar alguém a se conhecer e a se entender melhor? – é o que me pego pensando muitas vezes…).

Admito que voltei das férias dando mais ouvido pra essa voz do que eu gostaria de admitir. Aí abri meu e-mail, e me deparei com mensagens como essa aqui:

“Esse ano foi um dos mais difíceis pra mim. (…) Mas também foi o ano em que pude enxergar as coisas de um outro ângulo, aprendi a ser mais positiva, a ter uma outra perspectiva das coisas… E tudo isso, graças a você e ao coaching! E a você, devo minha gratidão! (E é claro que vc está lá no meu caderninho de gratidão). Acredito que só podemos ensinar aquilo que acreditamos e que vivemos. De nada me serviria o coaching se eu não tivesse uma coach em quem eu acreditasse, confiasse e conhecesse seu testemunho vivo! Vc tem uma longa jornada pela frente, e seu sucesso será apenas resultado dos seus esforços e seu talento! E mesmo quando tudo parecer difícil, pegue todos esses emails dos feedbacks e releia! Com certeza vc verá o quanto ajudou a todos! Vc tem um futuro promissor menina! Agarre ele e vai!” – T.C., 27/12/2015
“Estou aqui na beira da praia te enviando esse e-mail e posso te confessar que estou me sentindo mais leve para começar 2016 e que muitas idéias antes enterradas estão vindo a tona, e você é a grande responsável por me ajudar a fazer isso!” – R.B., 28/12/2015
“Aqui estou eu pra te desejar um 2016 muito especial, que você consiga mexer com todos que você vem ajudando da mesma forma que fez comigo. (…) Acredito que existe alguma razão para as pessoas entrarem em nossas vidas, mas não entendia o porquê ter conhecido você mudaria a minha. Hoje eu entendo. Quem diria que você ia me ajudar a entender essa bagunça aqui dentro??? Valeu Carol, que o seu ano seja maravilhoso, pois eu não tenho nada para poder te pagar o tamanho do bem que você está fazendo!” – S.R., 31/12/2015

Dá pra imaginar o tamanho da alegria e, de certa forma, do alívio? Não tem sido em vão.

Meu coração ficou pura gratidão!

Aí hoje me deparei com esse post no Facebook que fez todo o sentido pra mim:

Crise dos 30

Tenho muito o que crescer e aprender como coach. Não tenho nenhuma pretensão de estar pronta pro trabalho, pois tenho total consciência de que não estou. Mas a gente tem que começar de algum lugar, não é mesmo? E mesmo estando ainda longe de ser a profissional do nível que espero um dia chegar, agora tenho a certeza de que é possível – sim! – plantar algumas sementinhas enquanto percorro esse caminho.

Gratidão sem limites pelos primeiros passos da jornada Heart

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista residente em Auckland, gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito (contanto que a morte não seja o assunto da rodinha) e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.