216° DIA: SÓ PRA NÃO ACHAREM QUE EU MORRI…

Los Angeles - Crise dos 30

Meu Deus, não achei que fosse ser tão difícil continuar com minha rotina de escrever durante a viagem! Como vocês podem perceber, esse é o comecinho do meu terceiro dia aqui em Los Angeles (comecinho pois aqui são 8 horas da manhã) e eu não tinha ainda dado as caras por aqui…

É incrível como, se estivermos verdadeiramente atentos e dispostos a nos observar, cada dia é uma oportunidade nova de nos conhecermos um pouco mais, de descobrirmos algo até então não tão claro sobre nós mesmos. Eu descobri uma coisa que pra muitos era óbvia, mas de certa forma foi sim uma nova descoberta: EU AMO VIAJAR! Tá certo que é difícil hoje em dia encontrar alguém que não goste, mas o que eu percebi claramente durante minhas idas e vindas dos últimos 3 ou 4 meses é que eu não consigo não viver minhas viagens com intensidade. Eu me dedico à elas de corpo e alma, durante cada minuto em que tenho o prazer de vivenciá-las. Não dá pra curtir pela metade. Não dá pra estar aqui pensando no que tenho que fazer ali. Não dá pra deixar de bater perna naquela rua super charmosa porque tenho que fazer algo no computador…

Já falei isso antes, mas vou repetir: esse negócio de trabalhar enquanto viajo definitivamente não funciona pra mim.

Emoção de fã durante o Studio Tour na Warner
Emoção de fã durante o Studio Tour na Warner

Hoje acordei cedo pra fazer xixi e não consegui mais dormir, então resolvi aproveitar esse tempo com algo útil invés de ficar no celular, deitada na cama, fuçando no Facebook. (Ah, fala sério! É vergonhoso, mas sei que você faz isso também… emoticom). Continuei deitada na cama, isso é fato, mas decidi ligar o computador e vir aqui dar um alôzinho no Crise dos 30. No entanto, isso não acontece todo dia. Nos dias anteriores, todas as vezes que me batia a culpa por não ter ainda dado as caras por aqui, ou eu estava muito cansada e sem nenhum pique ou inspiração pra escrever nada, ou muito eufórica com a viagem e com o passeio seguinte.

Quando comecei o Desafio dos 222 dias, lá atrás em junho de 2015, eu tinha a intenção mais pura de escrever todo santo dia, sem falhar um. No meio do caminho, fui percebendo que seria uma missão bem difícil de cumprir, e passei a me permitir falhar um ou outro dia, bem espaçadamente, só quando as circunstâncias realmente não me permitissem escrever. Devo dizer que isso foi essencial pra que eu e o desafio resistíssemos até aqui. Foi realmente a minha cura. Com o tempo, fui sentindo a necessidade de ter férias do desafio, e foi o que eu fiz durante os últimos dias de dezembro e os primeiros de janeiro, quando estava, mais uma vez, em viagem.

Henrique e o violão da Phoebe
Henrique e o violão da Phoebe

Agora, aqui em Los Angeles, não sinto necessidade de férias do desafio, mesmo porque já está no final e até dá um aperto no peito, mas também não estou me forçando a parar por uma ou duas horas do meu dia (sim, é esse o tempo que levo pra escrever mesmo os posts mais simples) pra me manter fiel ao compromisso que fiz comigo mesma 216 dias atrás. O melhor de tudo é que isso está acontecendo naturalmente, sem culpa ou remorso, o que é algo surpreendente se tratando de mim. Continuo amando escrever e durante meus dias são várias as ocasiões que vejo alguma coisa e logo me vem uma ideia de algo pra compartilhar aqui, mas a verdade é que agora estou vivendo um outro momento. Continuarei fiel ao desafio por amor e reconhecimento a cura e a evolução que ele me proporcionou, mas não vou forçar. A Carol que chega ao final dos 222 dias é uma pessoa completamente diferente daquela que começou, que sabe que, nesse momento, pode se permitir “relaxar” um pouco, e simplesmente viver. Lá atrás eu não podia, minha intuição dizia que eu precisava dessa disciplina, e eu não estava errada.

Agora é hora de curtir Los Angeles, e eu prometo que volto por aqui em breve, antes da viagem acabar, pra contar mais de como está sendo e mostrar algumas fotos. Hoje, se o tempo abrir, será dia de passear no observatório da cidade e no planetário, depois volto pra contar se o passeio vale a pena!

Obrigada por se manter firme aqui comigo, mesmo quando a frequência de posts já não tá tão firme assim… Heart

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista residente em Auckland, gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito (contanto que a morte não seja o assunto da rodinha) e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.