O que fazer pra se destacar e ser alguém bem acima da média? (APENAS UMA COISA!)

Hoje estou iniciando minha terceira semana de volta ao Brasil. Durante as primeiras duas, decidi não fazer nada. Passei a maior parte do tempo com minha família, curtindo a criançada, lendo, pesquisando coisas pelas quais me interesso ou estou começando a me interessar. De boa, na paz, sem pressa. Fiz isso na verdade seguindo o conselho do Henrique, porque eu sou uma pessoa que tenho muitos problemas (ainda) pra lidar com o ócio. Não consigo ficar sem fazer nada que me culpo, muito, o tempo inteiro.

Pois bem, essa é a terceira semana e resolvi, por bem, focar na criação de uma nova – e necessária – rotina pra mim (preciso disso pois, do contrário, posso acordar às 9 da manhã, piscar, e perceber que são 4 da tarde e eu passei o dia rolando timeline de rede social, sem fazer absolutamente nada de produtivo – sim, é um vício do qual preciso e pretendo me livrar).

Há cerca de dois meses parei de frequentar a academia em Auckland e estou desde então sem fazer nenhum exercício físico, o que contribuiu bastante para o ganho de vários quilos extras (estou 7kg acima do que considero ser meu peso aceitável, ou seja, 8kg acima do meu peso ideal) e para a coluna que já começa a dar sinais de dor, pedindo pelo amor de Deus pra se movimentar um pouquinho. Resolvi então deixar a preguiça de lado e kick start my day com uma aulinha de yoga via Youtube seguida de um café da manhã saudável e de alguns minutos na esteira fugindo de zumbis (já ouviu falar do aplicativo “Zombies, Run”? Não? Depois vou escrever um post sobre ele, não me deixem esquecer!).

Se você acompanha o Crise dos 30 há algum tempo (na época que eu escrevia todos os dias, não agora que escrevo uma vez a cada 3 meses, sempre prometendo que agora é pra valer), sabe que eu curto e super recomendo o canal “Yoga with Adriene” no Youtube, pra quem quer começar a praticar yoga com calma e em casa, sem gastar nada. Se você não sabe do que estou falando, só clicar aqui.

Hoje eu descobri que, no início de 2017, ela lançou um novo desafio muito bacana chamado “Revolution: 31 days of Yoga”, algo que ela já tinha feito em outros anos, sempre no dia 01 de janeiro, por motivos óbvios:

 

É a época que todo mundo faz suas resoluções de ano novo e promete pra si mesmo que dessa vez é sério – ‘SEREI UMA PESSOA MAIS SAUDÁVEL! Vou me exercitar, vou comer salada todos os dias, cortar as frituras’, e por aí vai…

 

O vídeo dela anunciando a série, postado no dia 22 de dezembro de 2016, teve impressionantes 1,623,632 acessos (até esse exato momento) e o primeiro vídeo aula, postado no dia 01 de janeiro, foi assistido ainda mais vezes: 1,658,184! Incrível, não é?

Agora você pode estar se perguntando: que raios uma série de vídeos de yoga postados no primeiro mês do ano por uma menina do Texas tem a ver com se destacar e ser uma pessoa bem acima da média?

Pois então eu vou te explicar…

O segundo vídeo, postado em 02 de janeiro (você já percebeu que, obviamente, são postados um vídeo aula por dia, até o final de janeiro, certo) foi acessado 1,034,358 vezes.

O terceiro, 807,666.

O quarto, 715,971.

O sétimo, 495, 859.

O décimo quarto, 329,541.

O trigésimo primeiro… 230,691!

O que aprendemos com isso?

Mantenha-se focado em seus objetivos por 3 dias, e você já terá um diferencial se comparado a mais da metade das pessoas que te cercam.

Faça isso por uma semana, e você deixará 70% da concorrência comendo poeira.

Mantenha-se firme em seus propósitos por duas semanas, e vai descobrir que isso é tudo o que precisa fazer para estar entre o 1/5 da população com alguma chance de se destacar em qualquer coisa que se proponha a fazer, já que o restante já terá desistido a essa altura.

Dá pra acreditar?

Um terço das pessoas desistiu após o primeiro dia! Um dia, um único dia!!! E menos de 15% das pessoas chegaram ao final do desafio que se propuseram, sendo que tudo o que precisavam era de 30 minutos por dia. Não era necessário dinheiro nem muito tempo (nossa desculpa número 1 quando queremos nos convencer – ou convencer os outros – de que pra gente não vai dar certo), companhia, carro; não era necessário nem sair de casa!

Uma rápida analisada nesses números me fez pensar que eu não quero nem saber onde eu estaria hoje se não tivesse tantas vezes na minha vida ficado entre os 50% que não passam da fase da empolgação, e desistem logo na largada.

Quantas vezes será que eu fiquei entre os 13.9% que foram até o final em alguma coisa? Poucas, muito poucas.

O problema é que, cada vez que a gente desiste, volta pra ‘primeira fase do joguinho’, e tem que começar tudo de novo. Dá o maior desânimo pensar que depois de dois meses sem pisar no meu tapetinho de exercícios, meu corpo enrijeceu de um jeito que exercícios que demorei 6 meses pra conseguir fazer, vão agora levar ao menos mais 3 ou 4 – vou ter que começar tudo de novo. E dói tudo! Mas não tem jeito: vou ter que passar pelo sofrimento e pela difícil fase de adaptação tudo outra vez, se quiser mudar o que eu sei que precisa ser mudado, se quiser ter mais saúde, disposição, qualidade de vida.

E quem me dera essa fosse a única esfera da minha vida em que eu estivesse tendo que começar tudo de novo…

Como vou terminar esse texto? Sei lá… acho que apenas rezando pra que eu tenha força de vontade e determinação suficientes pra, quem sabe daqui pra frente, passar a fazer parte do pequeno time dos 13%.

Love,

Carol

Carol Sales

Paulista que antes residia em Auckland (agora em período de transição), gosta de sol e mar, de chuva e aconchego, de frio e cobertor. Hoje. Talvez amanhã não goste mais.
Acredita que nada acontece por acaso e que a vida dá seu jeito, e vive numa eterna batalha entre ir pra academia, ler, escrever ou ficar de bobeira pesquisando sonhos na internet - sonhos esses que 99.9% das vezes tem a ver com definir o próximo destino.